"Uma
organização é uma entidade social
composta de pessoas que trabalham juntas e deliberadamente
estruturada em uma divisão de trabalho para atingir
um objetivo comum" Idalberto Chiavenatto
"Administração nos novos tempos."
Caros
amigos, leitores e colaboradores,
Gostaria
primeiramente de agradecer o apoio, fundamental
para a continuidade do projeto da Revista Critério.
Em especial aos autores, que tão gentilmente
confiaram suas reflexões, também aos leitores
e suas mensagens de apoio e aos colegas de diversas
áreas de atuação, pela importante
troca de experiências.
Como
sempre, o intervalo entre as edições reserva
muitas descobertas, avaliações, críticas
e desafios. Todo projeto cultural independente no Brasil,
que não conta com investimentos financeiros ou
apoio de instituições, sempre corre o
risco do desaparecimento. O idealismo nos leva apenas
até um certo ponto da jornada. Construir a sustentabilidade
do projeto depende de capacitação permanente,
em ampla gama de relacionamentos, conhecimentos (webdesign,
marketing, finanças, gestão de pessoas,
de operações, estratégia, entre
outros), assim como de organização e aprofundamento
das ações, e também a captação
e alocação de recursos. Algumas metas
foram traçadas a curto e médio prazos
e serão perseguidas com afinco e comunicadas
com clareza aos colaboradores.
A
Revista Critério se encaixa na definição
de organização enquanto um espaço
de trabalho coletivo, onde pessoas, conhecimentos, recursos
financeiros, tecnologia, informação, entre
outros recursos são utilizados de maneira organizada
para criação de valor. Com o objetivo
de racionalizar e administrar os processos de trabalho
necessários para a plena implementação
dos planos de atividades, um amplo estudo foi realizado
para consolidar as metas da Critério e efetivá-las
em oportunidades. Nesse sentido, venho redesenhando
a Critério para que se estabeleça como
uma interface coletiva de saberes, que agregue valor
ao universo de publicações culturais na
Internet, e principalmente, à atividade intelectual
dos colaboradores e leitores da revista, de forma transdisciplinar,
histórica e ética.
O
objetivo desse período foi o de estreitar a visão
da revista, contextualizando em melhores práticas
os valores e a missão da Critério. Algumas
mudanças já poderão ser sentidas
tanto na revista e suas áreas, quanto no seu
relacionamento e comunicação com o ambiente
cultural. Parte dessas mudanças dizem respeito
à interface gráfica e navegação,
a integração dos projetos de extensão
da Critério (principalmente o Suplemento e o
Podcast), comunicação com o ambiente interno
e externo da revista, e principalmente à redefinição
das rotinas de trabalho e formas de participação.
Desde o lançamento da última edição,
algumas áreas não se desenvolveram, outras
trouxeram grande retorno, e algumas receberão,
a partir de agora, maior atenção e recursos.
Tudo isso faz parte da vida de um projeto colaborativo,
experimental e auto-crítico.
A
enorme diversidade de informações e visões
possíveis nos coloca o desafio de coordenar ações
e estabelecer uma identidade para iniciativas,
que estejam alinhadas com a cultura da Critério.
O diálogo constante e construtivo permite um
alinhamento de propósitos e valores fundamentais
para um maior envolvimento e participação
nas decisões. O desejo de articular teorias e
práticas ganha corpo em forma de projetos, como
por exemplo a 'Critério educativa', que pretende
construir materiais de formação e diálogo
para professores de ensino fundamental e médio
sobre temas contemporâneos complexos e incontornáveis.
Esse é um projeto de grande importância
por reunir atores, de diversos campos de conhecimento,para
construir ferramentas críticas de reflexão
e divulgação dos problemas que afligem
nosso atual modo de vida. Contribuir para o contexto
da nova educação, necessária aos
novos tempos, é papel fundamental para o cientista,
intelectual e artista.
Ganha
ênfase a comunicação e as
parcerias necessárias para o desenvolvimento
das metas da Critério. Diversos blogs estão
Ligados com a Critério e ajudam a divulgar a
seus leitores as novidades da revista. Ações
e eventos também estão sendo articulados,
tais como palestras, mesas-redondas, workshops e capacitações.
Mais que se preocupar com page views, número
de visitantes, patrocínio, o que interessa nesse
momento é a organização dos processos
internos, o desenvolvimento de estratégias de
desenvolvimento, e o alinhamento das ações
a partir de uma cultura de valores (já anunciados
no editorial da edição anterior).
Outro
fundamental aspecto do desenvolvimento da Critério
se dará na atração, capacitação,
feedback e reconhecimento de autores novos e
já participantes. A experiência editorial
revelou o grande desafio de implementar uma cultura
diferente daquela exercida pelas mídias de massa
e das revistas científicas tradicionais, com
mais envolvimento e participação. Discutir
práticas e valores, na direção
de uma experiência editorial e reflexiva diferenciada,
faz parte da cultura desejada na Critério. Esperamos
colaborar com uma nova abordagem nos processos de realização
e distribuição intelectual no País,
mais engajada, cidadã e democrática. E
isso não se faz sem a participação
de todos.
Para
os leitores, insistimos na qualidade dos artigos selecionados
pela Critério, e também na abertura
para receber críticas, comentários, indicações
entre outras sugestões.
O
caminho é longo, e o desafio de dedicar
mais tempo e recursos só se justifica com a amizade,
parceria, trabalho e valores compartilhados. Sabendo
que o universo da informação na internet
é tenso, volátil e ávido por novidades,
a Critério prefere fundar suas bases em um trabalho
sério e complexo, que exige de cada participante,
e principalmente de seus responsáveis, além
de curiosidade, um firme propósito cultural de
legitimar ações de interesse público,
auto-sustentáveis e sem comprometer qualidade
e nível de repertório.